Breve historial do Rancho Folclórico de Paranhos da Beira

 

       A vila de Paranhos da Beira está situada a sudeste da margem esquerda do rio Mondego, próximo da Serra da Estrela, no centro de Portugal. 

       Esta região serrana oferece um património cultural, histórico e etno-folclórico muito rico. Foi nesta riqueza histórica e na tradição oral das pessoas mais idosas desta região serrana que encontrámos motivos para a nossa existência. Desde 1983, o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira tem-se empenhado, de corpo e alma, na grande aventura de recolha e divulgação do nosso património, por todo o Portugal, em Espanha e, também, em França.           

       Atualmente, o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira é composto por cerca de 50 elementos, numa amálgama perfeita de juventude e de maturidade e unidos pelo mesmo amor à cultura popular, à recriação e divulgação de momentos de expressão plástica e artística de rara beleza. O Festival Anual de Folclore, que organizamos no primeiro fim-de-semana de Agosto, é um exemplo cabal desta dedicação à divulgação das raízes culturais do nosso povo, sendo recompensado pela adesão generalizada das gentes da nossa terra.

        Em Maio de 2009, o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira concretiza o objetivo de se tornar membro efetivo da Federação do Folclore Português. 

         Os cantares que o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira apresenta, comuns a quase toda a região da Beira Alta, retratam a vida dos nossos antepassados, dos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, na sua íntima relação com o trabalho desenvolvido no campo.

         As manifestações coreográficas espelham também os trabalhos agrícolas e os momentos de lazer, ou de prática religiosa, e apresentam formas simples, repetitivas e de fácil perceção, mas, ao mesmo tempo, elas mesmas geradoras de uma grande empatia e de vontade de participação, precisamente pela sua simplicidade e ingenuidade. As danças são, essencialmente, de roda, em movimentos cadenciados, sugerindo o ritmo próprio do trabalho.

         Os trajes revelam a maneira de vestir das classes sociais de então: os Noivos, os Romeiros, os trajes Domingueiros, os trajes das gentes ricas e das pobres, os de trabalho, como os Ceifeiros, Moleiros, Agricultores, Latoeiros, Oleiros e, também, a figura mais típica da Serra da Estrela, o Pastor.